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11 de outubro de 2010

Design, Arte e Tecnologia*

Assim que entramos em uma faculdade de Design nos é “informado” sobre a necessidade de diferenciação dos conceitos de Design e arte. Muitas vezes estes campos são considerados como oponentes, o que a meu ver é um pensamento totalmente equivocado. Uma vez que estas duas áreas de atuação são complementares entre si, principalmente no que diz respeito ao Design, pois muitas das referências para a criação de um produto são guiadas pela arte.

Para quem gosta de ler a respeito disso, indico um texto de Mônica Moura intitulado como “Design, Arte e Tecnologia”. O qual é abordado, como o próprio nome já sugere, a relação entre o Design e a arte e o Design e a tecnologia. A leitura é bastante agradável e de fácil assimilação.


* Este texto já foi discutido apresentado na tese de doutorado de Mônica Moura e agora é apresentado de forma ampliada como resultado das suas pesquisas e da vivência no campo do ensino em design.

8 de outubro de 2010

Lina Bo Bardi

No resgate da minha concentração acadêmica, resolvi hoje de madrugada recomeçar minhas pesquisas e por um fim na minha falta de concentração literária, e para tal me deparei com um artigo que falava sobre Lina Bo Bardi.

O artigo em questão foi escrito por Roberta de Marchis Cosulich e é intitulado como “Lina Bo Bardi. Do Pré-artesanato ao Design”. São 24 páginas super interessantes, onde cada página se torna um convite para lê-lo até o fim.

Basicamente o artigo fala sobre arte popular, artesanato no Nordeste, mas precisamente na Bahia e mobiliário. Ressalta-se a influência de suas pesquisas no Nordeste Brasileiro na criação de seus prédios e objetos.

COSULICH irá dividir o artigo em três grandes períodos. “O primeiro tem início com sua transferência da Itália para São Paulo onde seus projetos ainda apresentam traços sob influência da cultura européia. O segundo mais significativo para sua produção, são seus seis anos vivendo na Bahia (1958 a 1964) dedicados à pesquisa da arte quase “antropológica” brasileira, entre outros empenhos. O terceiro e último período dedica-se ao regresso da arquiteta a São Paulo e sua luta por mostrar ao mundo a arte que encontrou no nordeste; na tentativa de abrir os olhos dos que estavam embebidos no capitalismo e no consumo; para que voltem a buscar sua essência”.

Apesar de o artigo ilustrar com fotos a Casa de Vidro, residência do casal (Lina Bo e Pietro Maria Bardi) datada de 1951, sinto falta no decorrer do texto de mais representações imagéticas, embora isso faça com que o leitor procure em outras fontes mais informações.

No artigo “Lina Bo Bardi. Do Pré-artesanato ao Design” ainda pode-se conhecer suas obras de maior visibilidade como é o caso do Sesc Pompéia, MASP, casa de vidro e vaca mecânica.

Para quem tiver interesse de ler o artigo na íntegra é só clicar aqui!

5 de outubro de 2010

Remar. Re-amar. Amar.

Já não sei dizer se ainda sei sentir. O meu coração já não me pertence, já não quer mais me obedecer! Parece agora estar tão cansado quanto eu. Até pensei que era mais por não saber que ainda sou capaz de acreditar. Me sinto tão só e dizem que a solidão até que me cai bem. Às vezes faço planos, às vezes quero ir para algum país distante e voltar a ser feliz! Já não sei dizer o que aconteceu se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu. Se meu desejo então já se realizou o que fazer depois, pra onde é que eu vou?

Eu vi você voltar pra mim; Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!

Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica, o que for. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.


Remar.

Re-amar.

Amar.


Caio Fernando Abreu