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31 de dezembro de 2009

Seis horas!


Um ano maravilhoso para todos, cheio de conquistas e cores.

E coragem, claro! Para transformar as metas em realidade.


O Sonho

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.

Clarice Lispector

30 de dezembro de 2009

Final de ano: parte II

Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. *

UM!

Passado o Natal começa-se de imediato os preparativos para a festa de réveillon. Festa esta que comemora um fim de um ciclo, e consequentemente seu recomeço. De acordo com a wikipédia (e a maioria dos sites pesquisados), o termo réveillon é oriundo do verbo réveiller, que em português significa "despertar".

Despertar... e perceber que a maioria das intenções listadas serão esquecidas ao raiar do primeiro dia? Desejo neste novo ano, perseverança. Para que as listas não sejam trancafiadas em baús velhos, e sim executadas. Que elas não sejam apenas uma brincadeira de final de ano, mas o início de grandes mudanças.

Nas festas de final de ano além do espírito natalino, as pessoas são tomadas pelo espírito da reflexão. Onde este, parece ausentar-se durante os outros dias do ano. Não que seja uma coisa ruim, pelo contrário, acredito que a reflexão deveria ser algo mais freqüente na vida das pessoas. Principalmente a auto reflexão.

E quanto às cores? Desculpe, meu bem... Mas as chances de você ter dinheiro o suficiente usando uma roupa/calcinha amarela são mínimas. Mas quem sabe você não ganha na Mega Sena? Gosto de cores, e acho engraçada essa crença de que usando tal cor você vai obter determinada coisa no decorrer do ano. Isso é só uma questão de ir atrás dos seus objetivos. Quer a paz mundial? Comece por você, vá atrás da sua paz, e a transmita aos de seu convívio. Quer um amor? Que tal começar com o amor próprio? E assim sucessivamente.

Que a cada dia de dois mil e dez seja realmente novo, não uma repetição das promessas dos anos anteriores. Encerro meus pensamentos com um trecho do poema Receita de ano novo de Carlos Drummond de Andrade:


"Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumidas

nem parvamente acreditar

que por decreto de esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre."




*
Frase de Caio Fernando Abreu.

Ps.: Foto com seu devido crédito, só clicar na imagem.

29 de dezembro de 2009

Final de ano: parte I

Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. *

DOIS!

Meus dias têm sido assim, uma contagem esperançosa desde a primeira expressão de “final de ano”. Não sei exatamente quando a minha apatia por esse período começou, mas sei que sua causa está relacionada com minhas observações progressivas do comportamento humano. (Gosto de observá-los). O fato é que às vezes tudo soa tão falso e distorcido.

Presentes demais. Sorrisos demais. Saudades demais. Papai Noel demais. Não que o sentimento de algumas pessoas não seja verdadeiro, mas essa onda de “sentimento perfeito” só uma vez por ano é o que me incomoda. Principalmente quando a encenação é aparente.

Uma dessas encenações foi presenciada na noite do dia 25, enquanto eu esperava ansiosa pelo início de uma cantata de Natal, uma jovem senhora desconhecida abraçava calorosamente outra dando a felicitação própria do dia com um sorriso largo no rosto. Realmente eu poderia ter aplaudido a cena de pé caso ela tivesse terminado ali, foi uma cena bonita. Admito. Entretanto, quando a outra deu as costas, a jovem senhora fechou a cara deixando seu sorriso natalino se esmaecer instantaneamente, e sentou-se voltando a se concentrar nela mesma.

Sei que essa cena se repete todos os dias, mas parece-me inadmissível no Natal, uma vez que as pessoas se mostram tomadas pelo espírito natalino. E eu que pensava que esse espírito era de amor, não de falsidade.

O que falar mais desta data... Que ela está cada vez mais se tornando o dia de Papai Noel? No dia posterior ao Natal, assisti a um vídeo sobre o Nascimento de Jesus. Um cordel de Natal feito pela Igreja Batista de Fortaleza, para ser mais exata. Uma das frases me chamou bastante atenção, a qual dizia: "Que eu saiba Jesus não era gordo nem de trenó costuma andar”. Achei essa frase esplêndida, um verdadeiro convite para a retomada à comemoração do que realmente importa.

Que no próximo Natal, as pessoas sejam tomadas pelo espírito de bondade e que comemorem não o dia de Papai Noel, mas o nascimento de Jesus.





* Frase de Caio Fernando Abreu.

22 de dezembro de 2009

Deixo rolar...

“Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo.”


(Caio Fernando Abreu)






Ps.: Só lembrando que as fotos estão com seus devidos créditos. ^^

Em horário de almoço

Já faz um bom tempo que o horário do almoço deixou de ser uma hora tranquila. Não só pela correria proposta pela realidade das grandes metrópoles, mas pelas indigestas notícias dadas pelos canais televisivos neste horário.

Enquanto eu degustava um delicioso almoço, chegou aos meus ouvidos a seguinte notícia: “Jovem de 26 anos é morto na frente do seu filho de 6, em frente a sua casa após chegarem das compras de Natal”. Quando indagado sobre a morte do rapaz, um dos acusados falou: “Deu bobeira. Fui lá e matei”.

COMO ASSIM?

Eu ainda fico impressionada com a frieza das pessoas, e o que elas são capazes de fazer. A intolerância está cada vez mais presente, e o diálogo deixou de ser a muito tempo aquilo que resolve tudo. É uma pena!

Este é só um exemplo perdido entre tantos outros. Nesta história, somam-se duas vidas diretamente interrompidas. A do pai, e a da criança. E nas outras histórias que estão por vir?

20 de dezembro de 2009

Greenpeace Black Pixel Project

E se a gente apagar um quadradinho no seu monitor?

Entrei em contato com esta campanha há poucos dias, entretanto ela circula na internet desde meados de maio deste ano. Sendo esta mais uma iniciativa brilhante do Greenpeace.

Empenhada em divulgar este projeto, tentei convencer as pessoas de que a instalação de um pequeno quadradinho preto em seu monitor não os prejudicaria em nada, pelo contrário, eles estariam economizando energia.

Algumas pessoas chegaram a me questionar:
“Por que eu instalaria? Se um Black pixel não vai fazer diferença nenhuma!” ou “E eu vou ficar com um quadrado preto na minha tela?”

É só uma questão de consciência ambiental... (Isso já virou clichê, não é?)
Acredito que pequenos gestos têm o poder de modificar os fatos, mesmo que os resultados apareçam vagarosamente. É uma soma. Uma harmonia perfeita. Eu ajudo, você ajuda, o planeta agradece. É simples!

Veja o vídeo aqui!

19 de dezembro de 2009

O dia que Júpiter encontrou Saturno

-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.

-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.

-Vamos nos ver?

-No teu chá. No meu chá.


(Caio Fernando Abreu)

18 de dezembro de 2009

Sem título

Após longas horas de desespero provocadas por minha perda de comunicação escrita. (Que, diga-se de passagem, não foi nada repentina). Resolvi apelar para meditação.

E assim, fecharam-se as janelas, portas, cortinas. Apagaram-se todas as luzes do ambiente... Agora era eu comigo mesma, sintetizada em respirações, inspirações e pensamentos. Como poderia imaginar que minha necessidade quase que infantil de escrever me levaria a um lugar que há anos não visitava? O meu âmago!

Passado toda a minha angústia pude perceber o quanto tenho andado em falta com essa criatura que vos escreve timidamente. Não que eu goste de admitir esse tipo de coisa. Pois estar de fora do seu interior é definitivamente preocupante, pelo menos para mim. Já perceberam que nós sempre estamos arrumando em quem colocar a culpa? É na universidade, com seus trabalhos quase que infindáveis. Nos amigos, na família, ou até em um desconhecido que cruzou seu caminho. Repetimos incessantemente que não temos tempo, e que as responsabilidades que nos é dada sempre nos ocupam às 24 horas do dia, e consequentemente não sobra tempo algum para voltarmos para dentro de nós mesmos.

Ocorreu-me agora uma frase de um dos meus filmes preferidos (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), “E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr em ordem?” Não que eu ache que devamos ser egoísta e pensar só em nós mesmos. NÃO! Não é bem assim. Acho que devíamos ministrar melhor o nosso tempo. Cuidar mais de nós mesmos, não se esquecer de algo importante, como os nossos sonhos, ou preferências.

Na verdade, sempre nos achei muito comodistas, onde o que não nos dói de fato não é passível de mudança. Entretanto acredito que nunca é tarde para nos fazer dono de nossas vidas, desejos, e buscarmos aquilo que nos traz paz.

E por fim, desejo que eu nunca perca a vontade de escrever. Mesmo que as palavras se figurem de forma desastrada.




Ps.:
Desculpem-me a tentativa desajeitada de escrever esse texto, mas faz tanto tempo que não escrevo nada. (:

16 de dezembro de 2009

Metalinguagem

Passam-se os anos e a necessidade de explicar coisas banais ainda persiste. É como se os fatos só fluíssem quando bem explicados, entende? Explicados ao ponto de não se admitir dúvidas ou ilusões. Estou me dispersando, e não é necessariamente sobre isso que eu gostaria de falar agora.

Voltemos ao foco, então.
A escolha de um nome para mim é importantíssima, mesmo que eu seja péssima para nomear determinadas coisas, e que isso leve meses para eu chegar a alguma conclusão.

A busca por coisas novas sempre me fascinou bastante, principalmente no que diz respeito às palavras. Há anos atrás, me deparei com um dos vocábulos que se tornaria o meu preferido... INEFÁVEL!

Inefável é um adjetivo de origem latina (ineffabile, com um L só), que significa “algo que não se pode exprimir pela palavra”. A grandiosidade do seu significado realmente me apavora e me fascina. Passei então a gostar dessa antítese, de sua sonoridade, e de palavras iniciadas com IN.

Sem mais metalinguagens, por favor.
(Pelo menos por enquanto).